International academic mobility programs as instruments to promote international development: The case of PEC-PG

Resumo

The main objective of this paper is to analyze the role that the Program for Graduate Agreement-Students (PEC-PG) has in the promotion of international development. The research methodology involved document analysis, interviews with PEC-PG’s coordinators in the National Council for Scientific and Technological Development (CNPq), The Brazilian Federal Agency for Support and Evaluation of Graduate Education (CAPES) and the Ministry of Foreign Affairs (MRE), as well as the analysis of survey answers provided by PEC-PG alumni who participated in the program from 2010 to 2015. The main conclusion was that PEC-PG contributes to enhance the capacity of human resources, as evidenced by the analysis of alumni answers, the better employment situation of ex-students after the program, their area of professional activity and the large number of former beneficiaries who have taken up leadership positions. However, this research has also identified that there are some challenges to be overcome by PG-PEC so that it reaches its full potential in the promotion of international development, such as the concentration of selected candidates in a few countries, the brain drain of former scholarship holders that decided to stay in Brazil after the end of their studies and the inexistence of PEC-PG alumni networks.

Keywords

PEC-PG, international academic mobility, international development, internationalization of higher education, international educational cooperation

Autores

Antônio Ferreira de Lima Júnior

https://orcid.org/0000-0002-4085-9253

Doutor em Relações Internacionais pela PUC/MG, mestre em Relações Internacionais pela Coventry University, Reino Unido (diploma reconhecido pela Universidade de Brasília) e graduado em Relações Internacionais pela PUC/MG. Também possui especializações em Docência Superior e Língua Inglesa.

Luciane Stallivieri

https://orcid.org/0000-0002-2104-8607

Pesquisadora do Instituto de Estudos e Pesquisas em Administração Universitária – INPEAU – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC sobre o tema Internacionalização da Educação Superior. Pós-doutora do Programa de Pós-graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento – EGC/UFSC.

O brain drainde ex-bolsistas PEC-PG pode ser explicado pela apresentação de melhores oportunidades profissionais e/ou acadêmicas no Brasil ou por outras questões pessoais (casamento com brasileiro/a, por exemplo). A dificuldade de reintegração do/a ex-bolsista PEC-PG em seu país de origem também pode estar contribuindo para que alguns alunos decidam permanecer no Brasil. Essa dificuldade pode estar relacionada a dificuldades de adaptação cultural quando do retorno ao país de origem, fenômeno conhecido como “choque cultural reverso”23(Gaw, 2000; Presbitero, 2016), e por perda de contatos profissionais e/ou acadêmicos no país de origem, o que dificulta a reinserção do ex-bolsista. Outro dado que precisa ser observado no que diz respeito ao objetivo do PEC-PG de promover desenvolvimento é a distribuição de bolsas para alunos provenientes de países variados, pois, dessa maneira, o programa ampliaria o seu poder de alcance. O Gráfico 8 a seguir mostra os países que mais tiveram candidatos selecionados para participarem do PEC-PG no período de2010 a 201524. Como pode ser averiguado, existe uma concentração muito grande em apenas três países –Colômbia (423 candidatos ou 31%), Moçambique (205 ou 15%) e Peru (160 ou 12%). Ademais, entre os 15 países que mais enviaram alunos para o PEC-PG nos anosde 2010 a 2015, o número dos alunos enviados por Colômbia, Moçambique e Peru (58% do total) é maior do que o número de alunos enviados por todos os demais países juntos. Interessante notar que essa é uma tendência histórica, pois já em 2000, esses países estavam entre os 10 que mais enviavam estudantes para o Brasil no âmbito do PEC-PG25, sendo que, a partir de 2006, a Colômbia se destaca do restante dos demais países e passa a enviar bem mais estudantes PEC-PG para o Brasil26.Também se destaca o fato de que o número de alunos PEC-PG recebidos no Brasil recentemente voltou aos níveis de 17 anos atrás, sendo Moçambique o país que presentemente mais envia estudantes PEC-PG para o Brasil (43 estudantes em 2017), número bem mais elevado que Colômbia e Peru, 9 e 3 alunos, respectivamente. Também vale ressaltar que o PEC-PG abarcava 57 países na época em que a pesquisa foi realizada, sendo que alguns deles não chegaram a enviar alunos até o presente, tendo como referência o período que se inicia em 2000. Na África,Ásia e Oceania, ainda não haviam enviado alunos: África do Sul, Argélia, Botsuana, Gabão, Irã, Líbano, Mali, Marrocos, Quênia, República do Congo, Síria, Tailândia, Tanzânia e Turquia (14 países, ou pouco menos da metade dos 32 países que fazem parte do PEC-PG nessas regiões). Na América Latina e Caribe, não haviam enviado alunos: Antígua e Barbuda, e Barbados.